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Valorização das Ordens de Fabrico e cálculo do preço das entradas em stock

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A funcionalidade de Tratamento de Derivados permite automatizar não só o tratamento de quantidades produzidas, mas também a valorização deste tipo de artigos nas Ordens de Fabrico. Desta forma, é possível tratar de uma forma integrada diversos cenários em que são produzidos derivados no processo de fabrico.


Valorização das Ordens de Fabrico

A valorização de ordens de fabrico é um processo através do qual são apurados todos os custos reais que foram imputados a uma ordem de fabrico – material, transformação, subprodutos e outros - e que permite atualizar o preço das entradas em stock (EOF e EDR de coprodutos) efetuadas para essa ordem.

Efetuar Valorização das Ordens de Fabrico

  1. Aceder a Produção | Produção | Ordens de Fabrico | Valorização;
  2. Selecionar as ordens de fabrico a valorizar. De salientar que as OF a valorizar devem estar no estado Terminada;
  3. Selecionar a opção Valorizar Ordens de Fabrico;
  4. No separador Restrições, ativar a opção Manter custos de transformação para OFs sem DT e/ou Subcontratação para que seja atribuído o custo de transformação previsto em ordens de fabrico sem diários de trabalho e sem subcontratações (opcional).

O sistema automaticamente atualiza os documentos associados à ordem de fabrico e marca-a como valorizada (fechada).

Reabrir Ordens de Fabrico com atributo "Valorizada" ativo

  1. Aceder a Produção | Produção | Ordens de Fabrico | Valorização;
  2. No separador Ordens de Fabrico Fechadas, selecionar as ordens de fabrico a reabrir;
  3. Selecionar a opção Reabrir Ordens de Fabrico.

O sistema reabre as ordens de fabrico selecionadas, removendo a seleção do campo Valorizada.


Processo de Cálculo na Valorização

Os custos imputados a uma ordem de fabrico são apurados para cada uma das operações da sua gama operatória da seguinte forma:

1. Custos reais de material = ∑ consumos (linhas das SOF) - ∑ devoluções (linhas DOF)

Se no tipo de documento SOF está parametrizado que o preço de sugestão nas linhas é PCM, o processo de apuramento do valor de consumos tem em consideração as variações de custos que, tendo ocorrido posteriormente, se aplicaram a esse consumo.

2. Custos reais de transformação = ∑ custos máquina (DT) + ∑ custos operadores (DT)

Se a operação é subcontratada, é considerado o custo proveniente da faturaçãodo artigo serviço associado à operação de subcontratação: ∑ custos subcontratração (linhas da VGR associada à transformação das linhas das ECF do serviço).

3. Custos reais de subprodutos = ∑ entradas em stock de subprodutos (linhas de EDR de subprodutos)

Custo real da operação = Custos reias de material + custos reais de transformação - custos reais de subprodutos

Estes custos são distribuídos entre o produto principal da OF e os coprodutos que passaram pela operação, de acordo com a percentagem de distribuição definida.

Uma vez apuradas todas estas parcelas de custos, são calculados os preços de entradaem stock que serão atualizados nas linhas das EOF e nas linhas das EDR dos coprodutos da seguinte forma:

  • EOF: ∑ Custo real das operações (imputadas ao produto principal) + ∑ Outros custos reais / ∑ Quantidades fabricadas (linhas EOF)
  • EDR (coprodutos): ∑ Custo real das operações (imputadas ao coproduto) / ∑ Quantidades entradas em stock (linhas EDR do coproduto)

Uma vez que estamos a considerar os custos associados a subprodutos como um menos custo, se este forem superiores aos restantes os preços de entrada darão entrada com o valor zero.

Nota: O processo de cálculo não altera os valores dos documentos de saídas para Ordens de Fabrico (SOF).

Preparamos um exemplo para desmistificar possível dúvidas no processo de cálculo:

Exemplo

Uma Ordem de Fabrico (OF) com duas operações em que é produzido o PP (produto principal):

Da operação 10 resultam os seguintes derivados:

  • D1: subproduto
  • D2: coproduto com uma percentagem de afetação de custos de 10%

Da operação 20 resultam os seguintes derivados:

  • D3: subproduto
  • D4: coproduto com uma percentagem de afetação de custos de 5%
  • D5: coproduto com uma percentagem de afetação de custos de 5%

O custo da OF tem a seguinte estrutura:

Custos (€)
OperaçãoMaterialTransformaçãoSubprodutosTotais Operação
1010015020230
2020030010490
Totais OF30045030720
A matriz da distribuição dos custos dos totais da operação entre o produto principal da OF e os coprodutos apresenta a seguinte configuração:
Distribuição de Custos (%/€)
OperaçãoPPD2D4D5
1080/18410/235/11,55/11,5
2090/4410/05/24,55/24,5
Totais OF625233636
Se foram produzidas as seguintes quantidades na OF, o preço unitário de cada artigo será:
ArtigoQuantidade ProduzidaPreço Unitário (€)
PP1062,5
D254,6
D4312
D557,2
Adicionalmente, preparamos um ficheiro com este exemplo para ser possível introduzir outros valores.

Nota: O comportamento é igual tanto para os custos reais (obtidos a partir das imputações efetuadas) como para os previstos.


Cálculo do Preço Unitário na criação de documentos

Quando se criam documentos de entrada em stock para uma ordem de Fabrico (EOF e EDR), no Administrador é possível configurar o valor (preço unitário) que será sugerido nas linhas das entradas em stock:

Preço Real

São sugeridos os preços padrões definidos nas fichas dos artigos para os quais se vão dar entradas em stock.

Preço Previsto

É aplicado o mesmo processo de cálculo utilizado na valorização só que, em vez de serem utilizados os custos reais, são utilizados os custos previstose as quantidades previstas a fabricar do produto principal (EOF) e as quantidades previstas de coprodutos (ERD de coprodutos):

  • EOF: ∑ Custo previsto das operações (imputadas ao produto principal) + ∑ Outros custos reais / ∑ Quantidades previstas fabricar  
  • EDR (coprodutos): ∑ Custo previsto das operações (imputadas ao coproduto) / ∑ Quantidades previstas entrar em stock
  • EDR (subprodutos): ∑ Custo previsto das operações (até à entrada em stock do subproduto) / ∑ Quantidades previstas fabricar (produto principal)  
  • Custo previsto da operação = Custos previstos de material + custos previstos de transformação - custos previstos de subprodutos

Custo Real Calculado

É aplicado o mesmo processo de cálculo utilizado na valorização, ou seja, usa-se os custos reais, os custos previstos, as quantidades fabricadas de produto principal (EOF) e as quantidades de coprodutos que já deram entrada em stock (ERD de coprodutos).

A utilização de custos reais ou previstos depende da configuração Tipo de Consumo no Administrador, de acordo com a seguinte tabela:

Picagens/ Consumos Antecipado Momentâneo Final
Sem picagens e sem consumosCustos previstos de transformaçãoCustos previstos de transformaçãoCustos previstos de materiais + custos previstos de transformação
Sem picagens e com consumosCustos previstos de transformação + custos reais de componentesCustos previstos de transformaçãoCustos previstos de materiais + custos previstos de transformação
Com picagens e sem consumosCustos reais de transformaçãoCustos reais de transformaçãoCustos previstos de materiais + custos reais de transformação
Com picagens e com consumosCustos reais de materiais + custos reais de transformaçãoCustos reais de materiais + custos reais de transformaçãoCustos previstos de materiais + custos reais de transformação
A parcela dos subprodutos é subtraída em todas as possibilidades do quadro anterior quando estes existem, tendo em conta a existência ou não de entradas através de EDRs:
sem subprodutos (EDR)(-) custos previstos subprodutos
com subprodutos (EDR)(-) Custos reais subprodutos
  • EOF: ∑ Custo das operações (imputadas ao produto principal) + ∑ Outros custos reais / ∑ Quantidades fabricadas
  • EDR (coprodutos): ∑ Custo das operações (imputadas ao coproduto) / ∑ Quantidades que entraram em stock
  • Custo da operação = Custos de material + custos de transformação - custo subprodutos

No caso dos subprodutos, são sempre utilizados os custos e quantidades previstos de acordo com a seguinte fórmula:

EDR (subprodutos): ∑ Custo previsto das operações (até à entrada em stock do subproduto) / ∑ Quantidades previstas fabricar (produto principal)

Se os documentos de entrada estiverem ligados a um diário de trabalho, o método para o cálculo dos preços de entrada sofre uma alteração. Ou seja, para a aplicação das fórmulas anteriores às EOF e EDR, são considerados todos os custos de materiais e operações, ossubprodutos resultantes diretamente do diário que está a ser criado e todos os custos de materiais, operações e subprodutos anteriores que não estejam ligados a nenhum diário.

Em termos de quantidade fabricada, é considerada a quantidade do diário. Relativamente aos coprodutos, são consideradas as quantidades resultantes diretamente do diário.

Para os subprodutos, mantêm-se o processo de cálculo.

É possível automatizar a Valorização das Ordens de Fabrico. Para saber mais informações sobre este processo, sugere-se a consulta do artigo de apoio disponível no Developers Network.